quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ladies

 

 Quico e Ventor

Homenagem do Quico e do Ventor às sua Ladies

Hoje, depois de uma conversa com o Ventor, ele disse-me que lhe apetecia prestar a sua homenagem, às companhieras das suas caminhadas.

Por isso, e uma vez que o Ventor e alguns dos seus Amigos de Sempre se vão reunindo, algumas vezes, desde o seu primeiro encontro de Mafra, e como dessas reuniões sempre vão participando as suas companheiras de caminhada, nesta 3ª fase das suas juventudes, eu achei que devia fazer a vontade ao Ventor.

Por iso, resolvi dedicar a estas senhoras, novas companheiras de caminhadas do Ventor e, também, da minha dona, depois de uma segunda festa na Ria, esta linda música do Kenny Rogers - Lady!

Para todas as Ladies, dos amigos do Ventor que se têm encontrado, ultimamente, nestas últimas caminhadas, a minha homenagem e, também, a homenagem do Ventor e da minha dona.

A todas vós, Ladies!

Encontro em Massamáa

  Quico e Ventor

A minha dona, para além de todos os males que a têm apoquentado, levou com mais um suplemento terrível. Uma hérnia discal!

As belezas do ventor 

Essa hérnia foi extripada no Hospital da Luz. Um sítio, onde aparece, em vários Placards, esta frase: "A Luz é para Todos"! Será?


Um encontro apressado, mas com muito calor humano

Por essa razão, foi a minha Dona que, desta vez,  juntou alguma desta rapaziada, nossos amigos do coração.

Foram para Massamá e deixaram-me aqui só, mas o Ventor nunca se esquece de me pôr ao corrente de tudo. Mas muitos de vós sabem que, para o Ventor me deixar só, é porque tinha de ser assim mesmo!

A minha Dona gosta muito dos nossos amigos e da nossa família mas, como uma vez não são vezes, ela preferiu dedicar o seu tempo de turbolência aos nossos Amigos de Sempre. A minha Dona queixa-se muito das suas mazelas, das dores hurrorosas que passa, mas ela consegue sempre arranjar muitos sorrisos para distribuir pelos nossos amigos e, em especial, pelos velhos amigos do Ventor que já são também dela.


Conversa-se de tudo um pouco

Mas o Ventor teima em falar comigo de coisas próprias para a humanidade e não para a gataria, ou se preferirem, para a gataridade! Ele está-me a falar do que é o amor e eu digo-lhe que, se o amor é assim tão bom, porque é que os homens andam sempre em guerra?


Rimo-nos de tudo que nos rodeias

O Ventor vai ter de me explicar melhor essas coisas! Quero falar-vos aqui de tudo e não devo, acho eu, deixar o amor de fora.

O ventor diz-me que toda a gente fala de amor, mas ninguém sabe o que é! Será que os humanos são assim tão estúpidos?

Porque falam tanto de amor e andam aos pontapés logo aos primeiros sinais de distúrbios? Mas, em Massamá, só houve amor! Uma amizade sem fim, de todos para todos e sei que a minha Dona é assim! Quando ela sofre com tantas dores, nunca me disse, "sai daqui, Quico"!


O sorriso é o trufo

Mas ela disse, isso, em sonhos! Eu sei porque o Ventor me disse, que ela sonhou isso no Hospital. "Sai daqui Quico, estás a magoar-me"! Em sonhos, eu fiz mal à minha Dona, mas ela tem sempre amor para me dar! Eu só estava triste por o Ventor a levar e não a trazer. Por isso, quando o Ventor a trouxe, dei-lhe tantas marradinhas, tantas, tantas!


Encher os pulmões de ar está na moda

E o Ventor que tem adado muito triste a tratar da minha Dona e eu só lhe estava com raiva! Eu só pensava que ele nunca mais ma trazia!

Mas vocês não conhecem o Ventor! Ele tem o melhor coração do mundo e sofre a rir! Sofre pela minha Dona, sofre por todos, mas sempre a sorrir. Se calhar aprendeu com ela ou terá sido ao contrário?

Adoro os meus donos. Os melhores momentos da minha vida é ficar deitadinho junto deles! E agora, também gostaria de agradecer a todos os amigos do Ventor e às suas Donas, por se terem preocupado tanto com a minha Dona e com o Ventor. Agora tenho a minha Dona junto de mim, cheia de dores, mas sempre continua a sorrir para mim!

Para todos vós, "a special touch of your friend, Quico"!


Mais uma vez Alfundão

  Quico e Ventor

Olá, amigos!

Hoje o Ventor está muito triste. Triste por não ser capaz de estar convosco e com o nosso amigo Guga nessa bela terra do Alentejo.


Guga continuará a espreitar todos e a esperar pelo Ventor

Ele tanto gostaria de estar aí convosco, mas o Senhor da Esfera anda muito zangado com o Ventor. Deve ser por se terem desentendido ele e o cavalo Antar!

Mas agora sou eu que tenho de o aturar. Ele anda fula contudo. Até comigo!

Ouçam o que ele me está a dizer!

Não? Diz que não quer que eu ponha aqui o que me está a dizer. Apenas que está muito triste e mais nada.

Mas eu contovo-vos, quero que ele se lixe!

Ele diz que apesar das doses de cavalo que tem tomado, as dores são muitas, mas o pior é que ele sente-se amarrado numa camisa de Forças! E a pior coisa para chatear o Ventor é sentir-se amarrado a uma amiga indesejável e, de momento, as amarras são muito fortes. Ele pensou em correr riscos mas, para já, estes são muito elevados e, além disso, a minha dona não iria e ele quis ir sózinho, mas pensou melhor. Agora diz que fica para a próxima. Podia estragar-vos o dia.

Nem ele nem a minha dona podem ir ver, abraçar e beijar os seus (nossos) amigos de sempre. Mas o Ventor diz que vai estar presente em todos os momentos deste dia. Vai assistir a todas as chegadas e vai abraçar todos, um a um, vai beijar todas as companheiras da vossa paz, uma a uma. Ele diz que, agora que conhece o local, não lhe vai custar nada caminhar, junto de vós, em espírito.


Não vai haver o pão-de-ló da Tina

O Ventor diz que as amarras que o ligam aos seus amigos de sempre, são muito fortes.

Ele ainda os vê caminhar dentro da farda de cor de café com leite, como há 40 anos atrás!

Vê-os sorrir, como há 40 anos atrás!

Vê-os brincar, como há 40 anos atrás!

Ainda vê os seus sonhos de há 40 anos atrás!

Há um misto de sonho e realidade que os liga ainda hoje.

Ele vê-os correr brincando, estugar o passo para entrar na labuta diária, ainda os vê sonhar com as suas casas, com as suas famílias, com as suas namoradas, vê-os rirem-se das paródias, mas sofrerem por dentro.

Os beijos dos pais, da família, das namoradas, estavam longe. Longe no tempo e no espaço. Tudo era um mistério! Ninguém previa o futuro, mas não era proibido sonhar.

Hoje, alguns, têm algumas dessas coisas e têm-se a eles. É nestes bocadinhos que voltam a andar para trás, recordando! Hoje continuam sonhando com as presenças uns dos outros e os sonhos alargam-se sempre. Sonham com Mafra, com Alfundão, com a Ria, com Massamá, com ... e também com o futuro!


Uma flor, o altifalante do Ventor.

Olá, Maralhal Recordemos sempre. You are so Beautiful!

Por isso, o Ventor diz-me que, juntos e aos abraços ou separados e doentes, eles estão amarrados para sempre, vivendo a realidade e o sonho.

Hello, Alfundão!

Aquele abraço!

sábado, 9 de maio de 2026

Amigos de sempre

  Quico e Ventor

Fui dar uma caminhada pelo Blog do nosso amigo Fafe e verifiquei que mais um dos Companheiros de Guerra do Ventor, foi levado para companhia do Senhor da Esfera e de que o Ventor não tinha conhecimento - Meireles (o Neca do magazine).

Os quatro da linha da frente, nesta foto, já nos deixaram e deixaram muitas saudades. Dos da linha de trás, o Ventor não sabe nada. Alguém sabe?

Podem ver aqui a homenagem do Fafe, às últimas partidas inesperadas dos nossos belos Amigos... de Sempre

Deixo-vos aqui o link do Blog do Fafe para, se o quiserem, poderem ouvir a Nana Mouskoury a cantar La Paloma, tal como o Chinita gostava.

 O do centro, nos três da frente, é o nosso amigo Costa, que nos deixou há dias. Um terrestre entre aéreos, como diz o nosso amigo Fafe!

É assim que o Ventor vai sabendo da partida de alguns daqueles que partilharam de belos momentos das suas caminhadas mas que, por vontade do Senhor da Esfera, se foram adiantando no ciclo do tempo.


Um Dia Depois

 Quico e Ventor

... mais flores, e não só, nos caminhos do Ventor!

O Ventor tem o Blog "Flores da Vida". Ele uma vez quis que fosse eu a tratar das Flores da Vida mas, se fosse assim, eu teria de tomar conta daqueles blogs todos e dos fotoblogs e, por isso, ficaram por conta dele. Mas depois de eu ouvir a minha dona sobre este fim de semana deles, hoje também vos vou falar aqui de flores.

Desde 6ª feira, à noite, que o Ventor voltou a conviver com alguns de seus amigos de outros tempos, mas eu sei que os que andam por outras paragens também terão estado presentes. Isto é sempre assim!



Os fofos de Belas

No domingo de manhã, para variar, deram um saltinho a Belas para atacar os Fofos! O Ventor comeu os seus dois fofos porque a minha Dona recordou-lhe que, em Belas, ainda existem os fofos. Os fofos de Belas são uma guloseima saloia. Eu já vi o Ventor criticar o Seabra por levar fofos de Belas para os seus adversários «bolísticos» na televisão. Ele disse que eu ouvi: "aquele não percebe nada de bolos! Levou-lhes os fofos esquecendo os travesseiros e as queijadas de Sintra. Será que os fofos foram mais fáceis de envenenar? Eu cá não os comia"!

 Depois saíram de Belas magicando onde iriam almoçar. Sesimbra? Setúbal? Isto alvitrou a minha Dona. Mas deixaram-se levar até que rumaram a Mafra. O Checa encontrava-se por ali e nada melhor que mais um encontro! Entretanto combinaram encontrar-se em Mafra para o almoço, porque as enguias que o Checa iria devorar, algures, por qualquer razão, refugiaram-se nas calendas dos rios, safando-se assim aquelas "belas flexíveis".

Se calhar valia mais um ensopado de iroses ali para os lados de Marinhais.



A ponte romana de Cheleiros

No caminho para Mafra, o Ventor alvitrou pararem no lugar de Cheleiros para fotografarem a ponte romana.

Era uma pequena caminhada que o Ventor andava para fazer há muito tempo e, desta vez, desceu ao rio, mais o Alex, atravessaram a ponte como romanos e fotografaram tudo em volta sob o olhar ridente do nossso amigo Apolo.

A ponte romana de Cheleiros e a beleza da margem esquerda daquela ribeira onde os patos se banhavam, são belezas a reter. Foi ali, na sua margem esquerda e encosta acima, que, mais uma vez  a Primavera dialogou com o Ventor.



Convento de Mafra

Depois seguiram até Mafra e, pela primeira vez, o Ventor entrou naquela casa grande do Senhor da Esfera ... aquela grande mansão, preparada por D. João V que, talvez, por castigo, foi colocado em frente, sempre a observar a sua obra.

Naquela mansão do Senhor da Esfera, o Ventor fotografou tudo sem utilizar o flash e, assim, foi observando as capelas daquela obra gigante.

Encontraram-se com o Checa, foram almoçar ali perto e, depois, o Checa quis que o Ventor e seus companheiros de caminhada tivessem mais um encontro com a Primavera na quinta do seu amigo Martinho.



Pessegueiro florido

Mal o Ventor saíu do carro, sentiu logo o cheiro agradável da "Sempre Perfumada", como o Ventor lhe chama. Como sempre, a Primavera, linda como é, apareceu, ao Ventor, bem cheirosa.

O Ventor disse-me, a sonhar, como a Primavera lhe apareceu na Quinta do amigo do Checa. Ela caminhava entre as pereiras, as ameixieiras, os pessegueiros, .... mais bela que nunca.



Flores da amendoeira

Caminhava descalça com uns aros feitos de flores de pessegueiro, de flores de pereira, de flores de ameixieira e outras, em cada perna, sobre os tornozelos;

Trazia na cabeça, sobre os cabelos dourados, uma áurea de flores feita com flores de pessegueiro na testa, flores de pereira do lado esquerdo da cabeça e de ameixieira do lado direito. Atrás rematava com flores e folhas de laranjeira;

Tinha sobre cada seio um belo ciclo de flores constituído apenas por malmequeres;

Sobre o umbigo trazia uma bela rosa;

Nos pulsos trazia umas pulseiras apenas constituídas por margaridas;

Da cinta até às coxas, vinha enfeitada com um mini-saiote feito com todas as flores onde predominavam as rosas e uma espécie de cinto que o segurava era feito apenas com flores de amendoeiras, como aquelas que o Alex mandara do Algarve por altura do Carnaval;

A  fivela do cinto era feita de diamantes e o diamante central reflectia a cara bonacheirona do nosso amigo Apolo que nos observava.



Flor do marmeleiro

Foi assim que o Ventor me descreveu o modo como a Primavera se apresentou.

Mais uma Páscoa

  Quico e Ventor

Marrupa, 1968 - Domingo de Páscoa.

O Ventor, desde que o conheço, todas as Páscoas me fala das vossas sagas! Desta vez, agora que alguns de vós já têm conhecimento do "sítio nético" onde estamos, ele fala, directamente, deste nosso sítio, para todos aqueles que sabem da nossa existência. Para vós e para todas aquelas que já  foram ou são ainda, as vossas grandes companheiras de outras caminhadas - Especialmente, as vossas esposas.

Algumas, o Ventor teve o grato prazer de vir a conhecer, naquele lindo encontro na casa do nosso grande  amigo, em Alfundão. Para todas elas, um beijinho muito especial, do Ventor da minha dona e também meus - este vosso amigo Quico.

Escutem o Ventor:

«São 40 anos que passaram por nós!

São 40 anos que, de domingo em domingo de Páscoa, eu aprecio esta imagem de nós todos que, então, se encontravam naquela que foi, e ainda é, Marrupa!

Marrupa, Domingo de Páscoa de 1968

E a Páscoa de 1968, em Marrupa, é a única que recordo, pela foto e pelas três amêndoas. A Páscoa que passei, no ano seguinte, em Npva Freixo, pouco me diz.

Hoje, Dmingo de Pácoa,  vou comer as minhas 3 amêndoas, como nesse dia e como todos os outros que ouve desde então. Se alguém comeu mais que três, foi batoteiro! Três foram quantas me calharam!

Para todos vós, que resistiram  a essa e outras sagas da sua grande caminhada, os votos de que as amêndoas não vos faltem  em nenhuma Páscoa da vossa vida.

Vocês nem imaginam a alegria com que tenho, pelos anos fora, olhado essa fotografia! Este ano reparo nela num misto de algeria pelos que cá andamos e de trsiteza, porque fui informado que o Piloto Aleixo também já tinha falecido.

Recordo bem a garra com que ele comia essa sopa!

Eles, os que partiram, continuam connosco, porque o nosso coração estará sempre junto deles, na recordação desse nossos velhos tempos.

Para todos vós, para todos os duros do Niassa, que passaram por Marrupa, Vila Cabral e Nova Freixo, os meus votos de mais uma Páscoa cheia de saúde, e  um abraço simbólico com as minhas três amêndoas, como as de Marrupa. Este abraço, estende-se às vossas esposas que passaram por Alfundão e a todas as outras que não conheço. Elas, as nossas companheiras das outras caminhadas, são a nossa outra metade das nosss vidas»!

Tiro s

Tiro sempre três para mim. Podem ficar 

Aos Duros do Niassa

 

 Quico e Ventor

Sou o Goldfinger!

Lembram-se de mim?

Eu regressei ao Planeta Terra, pelas mãos do Ventor, para vos saudar.

A todos os Duros do Niassa que conviveram comigo, por aquela terra linda a que chamávamos Vila Cabral, actual Lichinga, o meu abraço.

O Ventor quer que eu o acompanhe por aqui para permanecermos, juntos, a vosso lado.

Eu fui um cão feliz enquanto convivi convosco, mas já nessa altura sofria muito. Todos vocês chegavam e partiam num ápice. Eu arranjava amizade convosco e depois perdia-vos! A Leoa dizia-me: "deixa-os ir Gold, assim como assim, não nos ligam"!

Mas eu sei que ligavam e sei que, caladinhos, choravam, ao partir, enquanto eu chorava sempre ficando para trás.

Depois, bem, depois, nem vos conto! Apenas, vos digo o que disse ao Ventor!  Vieram os outros e mataram-nos, descarregando sobre nós, sobre mim e os meus companheiros, pobres animais, as suas frustrações terroristas! Não, não tenham vergonha! Era assim que lhe chamavam, lembram-se?

Eu tive muitos amigos, cada um de vós era um amigo, mas chorei pelo Ventor e sei que o Ventor chorou por mim.

De momento, aproveito para vos saudar, mas voltarei para conversar convosco!


Vila Cabral, 1969, travões ao fundo!

Lembro-me de correr ao lado do Ventor para chegarmos rápido. O Leiria da Torre, na frequência civil, avisou que os céus estavam disponíveis e podiam avançar. O avião da frente não ouviu a mensagem e o de trás ia para cima dele. Para evitar danos maiores, travões ao fundo e afocinhou!

Olá, Duros!

Moçambique

AB6 - Nova Freixo Vexiloide de Alexandre Magno O meu amigo de Marrupa Na rota do meu amigo Apolo...