Na rota do meu amigo Apolo com o vexilóide de Alexandre Magno e o meu amigo Leopardo
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Eu e o Gold, amigos para a eternidade
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Caminhei para Moçambique desde a rua Newton, em Lisboa, após a minha entrada para a Força Aérea. Foram 52 meses de sonho.
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No cabeçalho, Ventor e Goldfinger foram dois amigos inseparáveis mas o tempo foi curto. Foram seis meses e meio de uma amizade total. O Nord-Atlas, na descolagem, fez duas passagens baixas só para olharmos o Goldfinger, sentado no chão, rodando a cabeça a acompanhar o avião. Ele quando me viu transportar as duas malas para o avião ficou desnorteado e sabia que as nossas caminhadas acabavam ali. Ainda hoje, mais de meio século depois, o espaço dele continua ocupado no meu peito e no meu cérebro. Foi um verdadeiro amigo que até me salvou a vida ao evitar que uma mamba negra (black mamba) me picasse. O Goldfinger só morrerá quando eu morrer também.
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