quarta-feira, 13 de maio de 2026

Faz hoje 55 anos

 Quico e Ventor

Isso mesmo! Faz hoje 55 anos.

Em 31 de Janeiro de 1968, saímos de Nacala (AB5), manhã muito cedo, apanhar o comboio para Nova Freixo (actual Cuamba). Saímos do AB5 e fomos apanhar o comboio para o AB6 (na velha Nova Freixo).

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AB6

Recebemos ordens para levantar as rações de combate porque, se não o fizéssemos, iríamos ter uma viagem com fome. Claro que nós éramos todos rapazes muito abelidosos e era um sonho demasiado bronco passarmos fome num comboio que iria passar por muita estações onde, certamente, haveria sandes e cervejas para nos aguentarmos até ao AB6. Foi realmente um sonho que não fez grande sentido depois de acordados.

Fiz compras na estação de Nampula de coisas que nem imaginava o que seriam. Comprei uma espécie de salgados a pensar que eram bolos e frutas demasiado maduras, intragáveis. Nos calores africanos nem tudo se aproveita. Ninguém comeu e eu levei comer quase para todos pois dos 18, estavam quase todos tesinhos que nem carapaus.

Depois as estações estavam quase todas encavalitadas umas sobre as outras na sua azáfama de trocas e valdrocas, em que entravam e saíam dos comboios tirando coisas, entrando coisas, muitas dessas coisas embrulhadas numa espécie de sacos ou melhor, panos a fazer de sacos, embrulhando-as. Era gente que vivia muito das trocas realizadas através dos comboios. Assim uma espécie do Robert Redford, em África Minha, a meter os dentes dos elefantes no comboio, neste caso, sem sacos nem panos.

E lá chegamos! 

Chegamos à estação de Nova Freixo, cheia de bobinas de cabos rodeadas de capim, onde nos esperava meio de transporte para o Aérodromo. Chegamos esfomeados mas tivemos logo crédito e abertura do bar para comermos umas sanduiches e beber umas cervejas, como se estivéssemos no Wallala do meu amigo Odin.

E assim foi no dia 31 de Janeiro de 1968. As camas estavam situadas no Hangar no meio de aviões, de bombas, de melgas de percevejos, de .... tudo. Era a nossa África, no caso, o nosso Moçambique, o nosso AB6.


No dia da poesia

 Quico e Ventor

No dia 21 de Março, Dia Mundial da Poesia, no dia seguinte ao equinócio de Março, hora a que a Primavera chegou com bagagem para ficar, o Ventor sentou-se aqui e, de corrida, fez um post para dizer ao Mundo que não se esqueceu dos seus poetas.

De seguida, sempre a correr, enquanto a minha dona pedia ao Senhor da Esfera para que a ajudasse a preparar-se para ir até Massamá buscar os nossos amigos e irem até Sintra e algures, comer um travesseiro e beber um café, escreveu o post . Lá foram mas o Alex não quis o travesseiro e, assim, nem sabe o que perdeu.



Depois dos travesseiros e do café, o Ventor foi ver como estavam as dedaleiras e encontrou estas belezas

Como sempre, o Ventor comeu os seus dois travesseiros e bebeu o seu café. A partir daí ele ficou pronto para a "guerra"! Mas como era o dia da poesia, limitou-se a sonhar que o Lorde poeta, Byron, continuava por ali, tal como ele, a admirar Sintra. Dali, desceram até Colares e, como as batatas nos Supermercados não têm prestado, lembrou-se de ir até ao cruzamento de Almoçageme e trazer dez quilitos de batatas para ver se são melhores.


Depois de apreciarem a paisagem de Sintra à Ericeira, o Alex e a Tina Atacaram a mariscada ...





Mariscada

 ... o Ventor e a minha Dona, atacaram a feijoada de marisco



Aqui, no César, mas não o romano

Dali romaram até à Ericeira com passagem pela Praia das Maçãs e Azenhas do Mar, não se esquecendo dos versos que há nas ruas de Mecanhelas, onde, todos os dias são dias de poesia. Almoçaram na Ericeira, e a César o que é de César, foram até ao César onde deixaram o que era dele, mas trouxeram na sua barriguinha uns marisquitos que lá couberam. Depois andaram por ali a apreciar o mar, regressando a casa e, pelo caminho, foram dar uma vista de olhos por fora, à casa nova da tia da Joana e do João que ficava, algures, no caminho do regresso.



À saída do César o Ventor tenta sempre que estes barros lhe contem uma história. Mas nada!



Por isso, foram de abalada e aproveitaram para irem espreitando o mar ...


 ... e as gaivotas, bailando



Esta gaivota cantou uma poesia para o Ventor

Na casa da Tata observaram os muros ainda inacabados (já estão) e espreitaram a casa, por fora mas, o Ventor, como sempre, foi meter o nariz onde não era chamado. Havia ao lado um quintal de porta aberta com galinhas e um galo, e os dois patos gansos brancos da tia da Joana que estão à guarda da vizinha. O Ventor só não conhecia os gansos brancos. O galo, o guardião do galinheiro, não gostou que o Ventor, armado em paparasi, fotografasse as galinhas e a ele sem pedir autorização. Por isso, começou a penicar o chão e sempre a olhar de soslaio, e disfarçando, foi-se aproximando do Ventor. De repente, o Ventor que não gosta nada de guerras estava enrolado em mais uma! 



 Pelo caminho, espreitaram Mafra lá longe ...



... e também observaram algumas ruínas por S. Miguel de Odrinha, caminhando nas suas ruas

O galo, utilizando só uma letra, o "ó", ó, ó, ó, ó, ... decidiu que não iria permitir tal afronta! Fotografar e nem pedir autorização! Mas o Ventor que dorme pouco, percebeu logo que tinha pela frente Marduk, em forma de galo! Assim, o Ventor, enquanto os outros, lá por trás, observavam a casa nova, teve de travar três combates com o galo!

Nos dois últimos combates, o Ventor ou teria de matar o Marduk, que lhe apareceu em forma de galo, ou tinha de se meter no carro que, no primeiro recuo deixara com a porta aberta. Este gajo, que até lhe apetecia meter o galo na panela, desistiu porque o Marduk de fricassé nunca será para ele. E, além disso, Senhor da Esfera sabe que, nem o Marduk pode matar o Ventor, nem o Ventor pode matar o Marduk!

Como o combate era a sério, o Ventor com a máquina na mão, chegou a ter o sapato junto da cabeça daquele galo furioso, mas desistiu do impacto, porque ele estava no seu direito de defender a sua capoeira com as galinhas e os gansos seus inquilinos.     



 Junto à casa da Tata, no quintal da vizinha, lá estavam os gansos brancos



E o Marduk em forma de galo, pronto para declarar guerra ao Ventor. Aqui ele está a iniciar uma investida - a primeira de três



Como o Ventor desiste da contenda, ele fica para trás com a natural característica de galo - cantando!

O Ventor só pensava como o galo poderia vir a ser um grande pitéu mas estava decidido que não seria assim. Ele continua a ser o guardião daquelas belas galinhas e o Ventor, a minha dona e os amigos, que não assistiram ao fragor da batalha, regressaram a casa, mas mais uma vez, o Ventor caminhou pelas ruas de S. Miguel de Odrinhas. Se calhar, chegou ao galo pacificado pela beleza dos muros empedrados de Odrinhas!


Lugar do Sol

A casa da tia da Joana, Tata, com obra quase acabada, onde esperamos que seja muito feliz. Será aqui o seu mundo de sonhos. Deixamos-lhe aqui um beijinho do Ventor, da minha Dona e meu (do Quico).

Um dia depois

 Quico e Ventor

... mais flores, e não só, nos caminhos do Ventor!

O Ventor tem o Blog "Flores da Vida". Ele uma vez quis que fosse eu a tratar das Flores da Vida mas, se fosse assim, eu teria de tomar conta daqueles blogs todos e dos fotoblogs e, por isso, ficaram por conta dele. Mas depois de eu ouvir a minha dona sobre este fim de semana deles, hoje também vos vou falar aqui de flores.

Desde 6ª feira, à noite, que o Ventor voltou a conviver com alguns de seus amigos de outros tempos, mas eu sei que os que andam por outras paragens também terão estado presentes. Isto é sempre assim!


Os fofos de Belas

No domingo de manhã, para variar, deram um saltinho a Belas para atacar os Fofos! O Ventor comeu os seus dois fofos porque a minha Dona recordou-lhe que, em Belas, ainda existem os fofos. Os fofos de Belas são uma guloseima saloia. Eu já vi o Ventor criticar o Seabra por levar fofos de Belas para os seus adversários «bolísticos» na televisão. Ele disse que eu ouvi: "aquele não percebe nada de bolos! Levou-lhes os fofos esquecendo os travesseiros e as queijadas de Sintra. Será que os fofos foram mais fáceis de envenenar? Eu cá não os comia"!

 Depois saíram de Belas magicando onde iriam almoçar. Sesimbra? Setúbal? Isto alvitrou a minha Dona. Mas deixaram-se levar até que rumaram a Mafra. O Checa encontrava-se por ali e nada melhor que mais um encontro! Entretanto combinaram encontrar-se em Mafra para o almoço, porque as enguias que o Checa iria devorar, algures, por qualquer razão, refugiaram-se nas calendas dos rios, safando-se assim aquelas "belas flexíveis".

Se calhar valia mais um ensopado de iroses ali para os lados de Marinhais.


A ponte romana de Cheleiros

No caminho para Mafra, o Ventor alvitrou pararem no lugar de Cheleiros para fotografarem a ponte romana.

Era uma pequena caminhada que o Ventor andava para fazer há muito tempo e, desta vez, desceu ao rio, mais o Alex, atravessaram a ponte como romanos e fotografaram tudo em volta sob o olhar ridente do nossso amigo Apolo.

A ponte romana de Cheleiros e a beleza da margem esquerda daquela ribeira onde os patos se banhavam, são belezas a reter. Foi ali, na sua margem esquerda e encosta acima, que, mais uma vez  a Primavera dialogou com o Ventor.


Convento de Mafra

Depois seguiram até Mafra e, pela primeira vez, o Ventor entrou naquela casa grande do Senhor da Esfera ... aquela grande mansão, preparada por D. João V que, talvez, por castigo, foi colocado em frente, sempre a observar a sua obra.

Naquela mansão do Senhor da Esfera, o Ventor fotografou tudo sem utilizar o flash e, assim, foi observando as capelas daquela obra gigante.

Encontraram-se com o Checa, foram almoçar ali perto e, depois, o Checa quis que o Ventor e seus companheiros de caminhada tivessem mais um encontro com a Primavera na quinta do seu amigo Martinho.


Pessegueiro florido

Mal o Ventor saiu do carro, sentiu logo o cheiro agradável da "Sempre Perfumada", como o Ventor lhe chama. Como sempre, a Primavera, linda como é, apareceu, ao Ventor, bem cheirosa.

O Ventor disse-me, a sonhar, como a Primavera lhe apareceu na Quinta do amigo do Checa. Ela caminhava entre as pereiras, as ameixieiras, os pessegueiros, .... mais bela que nunca.


Flores da amendoeira

Caminhava descalça com uns aros feitos de flores de pessegueiro, de flores de pereira, de flores de ameixieira e outras, em cada perna, sobre os tornozelos;

Trazia na cabeça, sobre os cabelos dourados, uma áurea de flores feita com flores de pessegueiro na testa, flores de pereira do lado esquerdo da cabeça e de ameixieira do lado direito. Atrás rematava com flores e folhas de laranjeira;

Tinha sobre cada seio um belo ciclo de flores constituído apenas por malmequeres;

Sobre o umbigo trazia uma bela rosa;

Nos pulsos trazia umas pulseiras apenas constituídas por margaridas;

Da cinta até às coxas, vinha enfeitada com um mini-saiote feito com todas as flores onde predominavam as rosas e uma espécie de cinto que o segurava era feito apenas com flores de amendoeiras, como aquelas que o Alex mandara do Algarve por altura do Carnaval;

A  fivela do cinto era feita de diamantes e o diamante central reflectia a cara bonacheirona do nosso amigo Apolo que nos observava.


Flor do marmeleiro

Foi assim que o Ventor me descreveu o modo como a Primavera se apresentou.

Marcar o ritmo africano

 Quico e Ventor

É isto que me conta o Ventor:

«Após a minha chegada a Moçambique, especialmente, a Nova Freixo, depois de um standbye de quatro dias, em Nacala, eu levava comigo as saudades das músicas "yé-yés", francesas, anglo-saxónicas, italianas, ... a rosinha, o vira, a canaverde, a chula ...

Depois de pisar o solo de Nova Freixo, senti que o cheiro daquela terra, após uma chuvada, tinha o mesmo perfume que o mês de Maio na minha Assureira.

Quando, por ali, junto ao rio que passa em Nova Freixo, as águas das chuvas depois de uma pressipitação se evaporavam, perante o pedido do meu amigo Apolo que gostava de me agradar, eu sentia-me bem a caminhar sobre o capim verde, onde absorvia os odores evaporados da terra, tal como na Assureira depois de uma trovoada no mês de Maio. Ali, como ma Assureira, inspirava os odores mais puros que a Natureza dispunha.

Uma das minhas preferências, em Nova Freixo, era calçar as sapatilhas quando se aproximava uma grande chuvada e partir, correndo, para as margens da pista, onde fazia uma corrida mínima de 10 Kms sempre a inspirar os vapores perfumados com que a mãe África me bafejava. Era uma espécie de um bafo divino!

Por vezes ficava enxarcado como um pinto mas, como sempre podia aumentar o trajecto, acabava por secar como uma toalha ao sol, abanada pelo vento.

Outro dos meus entretimentos, por ali, era caminhar numa caçada, apreciando sempre o valor cinegético da mesma, pois enquanto caminhava sobre os novos trilhos e sobre o verde capim, continuava a ser bafejado pelos mesmos odores que levavam aquela terra de Moçambique a embrenhar-se, cada vez mais, no meu cérebro.

Comecei, também, a frequentar os locais das marrabentas, nos sábados à noite, quando se realizavam as batucadas.

Depois, por Marrupa e por Vila Cabral, com outros intervalos por Nova Freixo, fui-me sempre especializando nestes ritmos novos para os meus ouvidos.

Agora, quanto mais caminho pelas cavernas do tempo, mais vontade tenho de frequentar as batucadas de outrora. Mas o cansaço aperta e os batuques dera-os Deus, ainda me resta a possibilidade de caminhar, mesmo que virtualmente, junto com os ritmos de África".

Por isso, depois de ouvir atentamente o Ventor, achei por bem retirar do site Ventor em África e do blog Viver as Memórias, os ritmos anglo-saxões e outros e insuflá-los de outros ritmos, os africanos. Acredito que, tal como o Ventor, muitos dos seus Amigos de Sempre e outras gentes que por aqui passarem acabarão por gostar de recordar.

Lembro-me também de o Ventor me contar que num dos seus encontros com alguns dos seus amigos de Sempre, alguém imitar as batucadas de outrora e também alguém dizer: "não tenho música africana, que droga"!

Por isso, agora, sempre podem fazer as vossas caminhadas comigo e com o Ventor em África, mas com o toque dos ritmos dessa bela África.

Apreciem as músicas da Marrabenta e aproveitem para menear a cabeça e contorcer o corpo. Isso é bom. Deixem-se levar!

Tempo de vindimas

  Quico e Ventor

Amigos, alguns dos Companheiros de Guerra continuam juntos!

Há dias o Ventor chegou a casa quase às duas da manhã!

Eu sabia que o Ventor tinha ido ter com alguns dos seus amigos de sempre a Mafra onde iria ter um cheirinho das vindimas.


A beleza de um  cacho de uvas, tintas

Claro que, para todos eles, foi uma festa. Aliás, pela conversa do Ventor, todos se divertiram muito, e isto, porque os tempos de vindimas, são tempos de festa. É uma festa para os que participam nas vindimas sem as preocupações da rentabilidade, da qualidade da produção e de todo o trabalho que a vinha deu e irá dar mais adiante. Isso são outras contas! Neste caso, são contas para o amigo Checa. As contas dos festejantes são sempre outras!


Ficam bem nas mãos do Alex ...

Em todas as festas estoiram foguetes ou, à falta destes, as gargalhadas. O Ventor saíu de casa às gargalhadas, porque a minha dona não se arranja com a celeridade devida e porque os nossos amigos, Tina e Alex, nunca mais ouviam a campainha tocar, para a grande arrancada rumo a Mafra. Também quem não tem o costume de comer o pequeno almoço ou de o comer mal, não merece grandes preocupações matinais. A verdade é que, à chegada a Mafra, segundo me contou o Ventor, num pequeno cafézinho, pouco maior que o Ás de Paus, em Marrupa, a minha Dona e a Tina mandaram-se a uma parra todas gulosas e esfomeadas. Que melhor maneira de começar as vindimas senão com uma parra!

 


... ou penduradas nas videiras

Mas o Ventor disse que tudo correu bem desde que o nosso amigo Apolo lhe piscou o olho por entre as oliveiras, logo de manhãzinha. Eu bem o ouvi dizer: "anda Ventor. Continua a transformar a vida numa alegria. Faz dela, como costumas, uma festa"!

Também, desde que o céu esteja azul, para o Ventor tudo é festa!

Assim, sempre em festa, passaram por Massamá, onde pegaram o Alex que deixou o seu Bucéfalo nas caudelarias de S. João e romaram a Mafra, naquela sala de visitas, ali bem juntinho ao Convento, onde belas flores lhes faziam sentinela. Por ali beberam outro café, e elas comeram a tal parra e, ei-los a caminho do mundo maravilhoso do campo onde, pelo meio das vinhas, o Ventor voltou a sentir que a vida ainda pode continuar a ser realmente bela.


A vontade e a beleza das uvas

Depois de um telefonema, o Checa veio arrancá-los do meio do betão e atirou com eles para o meio das videiras, que se perfilaram para prestarem homenagem ao Ventor, que de máquina nas mãos, caminhou nos dois sentidos entre as fileiras de videiras cheias de uvas, ao mesmo tempo que apreciava o entusiasmo com que os seus companheiros, de tesoura na mão, cortavam os cachos e os metiam nos baldes pretos, ao mesmo tempo que toda a vinha era envolvida por um misterioso sorriso de Baco que, passo a passo, sempre acompanhou o Ventor, enquanto ele disparava a máquina!

Para a nossa festa só se podiam colher uvas brancas e Baco, triste, perguntava ao Ventor porque raio ele não podia ter também, o seu dia de festa. Sim porque para Baco, só as uvas tintas dão vinho!


E eis estas belezas prontas para engolir a vinhaça

Mas diz o Ventor que, mesmo com a tristeza de Baco, foi linda a caminhada entre as videiras e as uvas. Foi linda a continuação da festa que começou 40 anos atrás. Agora aproveitamos os bocadinhos possíveis para lhe dar continuidade. Foi mesmo lindo este dia de festa!

Apanharam-se as uvas brancas, fez-se o vinho branco, provaram o sumo das uvas, foram-se à patuscada proporcionada pela Teresa do Checa e, depois de tudo isto, ainda deu para uma passeata.


Mas não há vindimas sem flores

Mais uma vez, o Senhor da Esfera proporcionou este belo encontro entre o Ventor e a minha Dona, com os seus amigos de sempre entre outros. Tudo isto à sombra dos campanários do grande Convento de Mafra.


As maçãs na macieira, espreitando as uvas

Mas o Ventor ainda pôde apreciar, para além das uvas, os figos e as maçãs. E tenho a certeza que, cada vez que o Ventor colhia um figo da figueira, esta sorria, só por ver como o Ventor tocava com tanto carinho os seus frutos.


Já apreciaram bem a beleza de uma figueira? Windows Live Spaces

Amigos, alguns dos Companheiros de Guerra continuam juntos!

Já dias, o Ventor chegou a casa quase às duas da manhã. Claro que eu já estava chateado com a demora!

Eu sabia que o Ventor tinha ido ter com alguns dos seus amigos de sempre a Mafra onde iria ter um cheirinho das vindimas.


Outra festa na Ria

   Quico e Ventor

Pois foi mesmo! Mais uma festa, na Ria!

No dia 28 de Junho, o Ventor e a minha Dona voltaram a partir com destino a norte, outra vez rumo à Ria para mais uma festa que durou até à tarde do dia 29! Os amigos Alex e Tina, gostaram da primeira festança que deram em sua casa, no MaIo passado, e nem deixaram passar dois meses para  fazerem outra! Nesta outra festa, tivemos também, a companhia do Fafe do AB6 que o Ventor não via há 38 anos.

Foi assim que, mais uma vez, confraternizaram os últimos 40 anos de memórias sobre um belo troço das suas caminhadas por aquelas belas terras de  Moçambique a convite do nosso amigo Alex e a sua companheira de outras guerras - a Tina.

Foi na Ria que se voltaram a encontrar o passado e o presente, nas pessoas daqueles amigos de sempre de que o Ventor me vai falando e da juventude da última geração que esteve presente nos netos desses amigos.

Mais uma vez se reviram fotos de outros tempos, se esgrimiram memórias de tempos que o vento já levou e, para nunca mais se perderem, se deram os abraços da amizade que o tempo não pode levar. 

Ladies

 

 Quico e Ventor

Homenagem do Quico e do Ventor às sua Ladies

Hoje, depois de uma conversa com o Ventor, ele disse-me que lhe apetecia prestar a sua homenagem, às companhieras das suas caminhadas.

Por isso, e uma vez que o Ventor e alguns dos seus Amigos de Sempre se vão reunindo, algumas vezes, desde o seu primeiro encontro de Mafra, e como dessas reuniões sempre vão participando as suas companheiras de caminhada, nesta 3ª fase das suas juventudes, eu achei que devia fazer a vontade ao Ventor.

Por iso, resolvi dedicar a estas senhoras, novas companheiras de caminhadas do Ventor e, também, da minha dona, depois de uma segunda festa na Ria, esta linda música do Kenny Rogers - Lady!

Para todas as Ladies, dos amigos do Ventor que se têm encontrado, ultimamente, nestas últimas caminhadas, a minha homenagem e, também, a homenagem do Ventor e da minha dona.

A todas vós, Ladies!

Moçambique

AB6 - Nova Freixo Vexiloide de Alexandre Magno O meu amigo de Marrupa Na rota do meu amigo Apolo...