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domingo, 21 de setembro de 2008

Tempo de vindimas

  Quico e Vento21.09.08

Amigos, alguns dos Companheiros de Guerra continuam juntos!

Há dias o Ventor chegou a casa quase às duas da manhã!

Eu sabia que o Ventor tinha ido ter com alguns dos seus amigos de sempre a Mafra onde iria ter um cheirinho das vindimas.


A beleza de um  cacho de uvas, tintas

Claro que, para todos eles, foi uma festa. Aliás, pela conversa do Ventor, todos se divertiram muito, e isto, porque os tempos de vindimas, são tempos de festa. É uma festa para os que participam nas vindimas sem as preocupações da rentabilidade, da qualidade da produção e de todo o trabalho que a vinha deu e irá dar mais adiante. Isso são outras contas! Neste caso, são contas para o amigo Checa. As contas dos festejantes são sempre outras!


Ficam bem nas mãos do Alex ...

Em todas as festas estoiram foguetes ou, à falta destes, as gargalhadas. O Ventor saíu de casa às gargalhadas, porque a minha dona não se arranja com a celeridade devida e porque os nossos amigos, Tina e Alex, nunca mais ouviam a campainha tocar, para a grande arrancada rumo a Mafra. Também quem não tem o costume de comer o pequeno almoço ou de o comer mal, não merece grandes preocupações matinais. A verdade é que, à chegada a Mafra, segundo me contou o Ventor, num pequeno cafézinho, pouco maior que o Ás de Paus, em Marrupa, a minha Dona e a Tina mandaram-se a uma parra todas gulosas e esfomeadas. Que melhor maneira de começar as vindimas senão com uma parra!

 


... ou penduradas nas videiras

Mas o Ventor disse que tudo correu bem desde que o nosso amigo Apolo lhe piscou o olho por entre as oliveiras, logo de manhãzinha. Eu bem o ouvi dizer: "anda Ventor. Continua a transformar a vida numa alegria. Faz dela, como costumas, uma festa"!

Também, desde que o céu esteja azul, para o Ventor tudo é festa!

Assim, sempre em festa, passaram por Massamá, onde pegaram o Alex que deixou o seu Bucéfalo nas caudelarias de S. João e romaram a Mafra, naquela sala de visitas, ali bem juntinho ao Convento, onde belas flores lhes faziam sentinela. Por ali beberam outro café, e elas comeram a tal parra e, ei-los a caminho do mundo maravilhoso do campo onde, pelo meio das vinhas, o Ventor voltou a sentir que a vida ainda pode continuar a ser realmente bela.


A vontade e a beleza das uvas

Depois de um telefonema, o Checa veio arrancá-los do meio do betão e atirou com eles para o meio das videiras, que se perfilaram para prestarem homenagem ao Ventor, que de máquina nas mãos, caminhou nos dois sentidos entre as fileiras de videiras cheias de uvas, ao mesmo tempo que apreciava o entusiasmo com que os seus companheiros, de tesoura na mão, cortavam os cachos e os metiam nos baldes pretos, ao mesmo tempo que toda a vinha era envolvida por um misterioso sorriso de Baco que, passo a passo, sempre acompanhou o Ventor, enquanto ele disparava a máquina!

Para a nossa festa só se podiam colher uvas brancas e Baco, triste, perguntava ao Ventor porque raio ele não podia ter também, o seu dia de festa. Sim porque para Baco, só as uvas tintas dão vinho!


E eis estas belezas prontas para engolir a vinhaça

Mas diz o Ventor que, mesmo com a tristeza de Baco, foi linda a caminhada entre as videiras e as uvas. Foi linda a continuação da festa que começou 40 anos atrás. Agora aproveitamos os bocadinhos possíveis para lhe dar continuidade. Foi mesmo lindo este dia de festa!

Apanharam-se as uvas brancas, fez-se o vinho branco, provaram o sumo das uvas, foram-se à patuscada proporcionada pela Teresa do Checa e, depois de tudo isto, ainda deu para uma passeata.


Mas não há vindimas sem flores

Mais uma vez, o Senhor da Esfera proporcionou este belo encontro entre o Ventor e a minha Dona, com os seus amigos de sempre entre outros. Tudo isto à sombra dos campanários do grande Convento de Mafra.


As maçãs na macieira, espreitando as uvas

Mas o Ventor ainda pôde apreciar, para além das uvas, os figos e as maçãs. E tenho a certeza que, cada vez que o Ventor colhia um figo da figueira, esta sorria, só por ver como o Ventor tocava com tanto carinho os seus frutos.


Já apreciaram bem a beleza de uma figueira? Windows Live Spaces

Amigos, alguns dos Companheiros de Guerra continuam juntos!

Já dias, o Ventor chegou a casa quase às duas da manhã. Claro que eu já estava chateado com a demora!

Eu sabia que o Ventor tinha ido ter com alguns dos seus amigos de sempre a Mafra onde iria ter um cheirinho das vindimas.

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O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

domingo, 18 de maio de 2008

Encontro em Massamá

  Quico e Ventor 18.05.2008

A minha dona, para além de todos os males que a têm apoquentado, levou com mais um suplemento terrível. Uma hérnia discal!

As belezas do ventor 

Essa hérnia foi extripada no Hospital da Luz. Um sítio, onde aparece, em vários Placards, esta frase: "A Luz é para Todos"! Será?


Um encontro apressado, mas com muito calor humano

Por essa razão, foi a minha Dona que, desta vez,  juntou alguma desta rapaziada, nossos amigos do coração.

Foram para Massamá e deixaram-me aqui só, mas o Ventor nunca se esquece de me pôr ao corrente de tudo. Mas muitos de vós sabem que, para o Ventor me deixar só, é porque tinha de ser assim mesmo!

A minha Dona gosta muito dos nossos amigos e da nossa família mas, como uma vez não são vezes, ela preferiu dedicar o seu tempo de turbolência aos nossos Amigos de Sempre. A minha Dona queixa-se muito das suas mazelas, das dores hurrorosas que passa, mas ela consegue sempre arranjar muitos sorrisos para distribuir pelos nossos amigos e, em especial, pelos velhos amigos do Ventor que já são também dela.


Conversa-se de tudo um pouco

Mas o Ventor teima em falar comigo de coisas próprias para a humanidade e não para a gataria, ou se preferirem, para a gataridade! Ele está-me a falar do que é o amor e eu digo-lhe que, se o amor é assim tão bom, porque é que os homens andam sempre em guerra?


Rimo-nos de tudo que nos rodeias

O Ventor vai ter de me explicar melhor essas coisas! Quero falar-vos aqui de tudo e não devo, acho eu, deixar o amor de fora.

O ventor diz-me que toda a gente fala de amor, mas ninguém sabe o que é! Será que os humanos são assim tão estúpidos?

Porque falam tanto de amor e andam aos pontapés logo aos primeiros sinais de distúrbios? Mas, em Massamá, só houve amor! Uma amizade sem fim, de todos para todos e sei que a minha Dona é assim! Quando ela sofre com tantas dores, nunca me disse, "sai daqui, Quico"!


O sorriso é o trufo

Mas ela disse, isso, em sonhos! Eu sei porque o Ventor me disse, que ela sonhou isso no Hospital. "Sai daqui Quico, estás a magoar-me"! Em sonhos, eu fiz mal à minha Dona, mas ela tem sempre amor para me dar! Eu só estava triste por o Ventor a levar e não a trazer. Por isso, quando o Ventor a trouxe, dei-lhe tantas marradinhas, tantas, tantas!


Encher os pulmões de ar está na moda

E o Ventor que tem adado muito triste a tratar da minha Dona e eu só lhe estava com raiva! Eu só pensava que ele nunca mais ma trazia!

Mas vocês não conhecem o Ventor! Ele tem o melhor coração do mundo e sofre a rir! Sofre pela minha Dona, sofre por todos, mas sempre a sorrir. Se calhar aprendeu com ela ou terá sido ao contrário?

Adoro os meus donos. Os melhores momentos da minha vida é ficar deitadinho junto deles! E agora, também gostaria de agradecer a todos os amigos do Ventor e às suas Donas, por se terem preocupado tanto com a minha Dona e com o Ventor. Agora tenho a minha Dona junto de mim, cheia de dores, mas sempre continua a sorrir para mim!

Para todos vós, "a special touch of your friend, Quico"!

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O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

Moçambique

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