segunda-feira, 17 de maio de 2010

Caminhar no rio Lizandro, Maio de 2010

  Quico e Ventor  17.05.10

Mafra já está a ganhar, para mim, o estatuto de, "o recanto do nosso jardim"!

Ou então, o estatuto de a "Vitoriosa", nas caminhadas de alguns, já "rançosos", Duros do Niassa.

 

Uma caminhada por Mafra e subúrbios, em 16 de Maio de 2010

 

No meio do Lisandro, entre a luz e a sombra
 
 
 
 
No meio do Lisandro, caminhando rumo à margem direita
 
 

Mas não esqueçam que o nosso "ranço", é o "ranço" dos anos, um "ranço" puro e especial! Mas, apesar do "ranço" dos anos, não somos , ainda, "rançosos" do espírito.

Como já tenho dito, o nosso espírito é um espírito limpo, um espírito puro. Puro como as águas cristalinas da serra de Soajo. Aquelas águas que brotam na Fonte da Naia, na Fonte do Muranho, na Fonte da Corga da Vagem, na Fonte das Forcadas e, outras. O nosso espírito continua a fluir em linhas rectas ou em linhas sinoidais, tal como fluía nas terras altas do Niassa onde, algumas vezes caminhávamos sonhando sobre as nuvens. Nessa altura, não sonhávamos com Mafra, com Alfundão, com a Ria de Aveiro ou S. João da Madeira, com Massamá e outros locais, por onde os duros do Niassa tinham o seu coração.

 

 

Rodando nas águas do Lisandro

 

 

Nas veigas floridas do Lisandro

 

Sonhávamos, isso sim, com as soleiras das nossas portas e a "green, green, grass of home".

Hoje sonhamos com os grandes Planaltos do Niassa, o lindíssimo Norte de Moçambique, com os seus horizontes longínquos, com as suas machambas em redor das suas vilas e cidades, como era em Vila Cabral, aquele circo de machambas em seu redor. Continuamos a sonhar com Nova Freixo e o AB6, com o morro do Elefante, com o rio Lúrio e seus afluentes, com a zona das nascentes do rio Messalo, as águas mais límpidas que vi em Moçambique e que vi correr entre rochas, com cachoeiras como via pelo norte de Portugal. Estive lá, algum tempo parado a aperceber-me que, afinal, em África, as águas cantarolavam como continuam a cantarolar, por aqui, nos nossos rios. Aquelas águas lavaram-me os ouvidos apenas com o seu som!

Mas agora, quando nos juntamos, fazemo-lo para sacudirmos o tal "ranço" da caminhada dos anos. Olhamos, observamos, rimos, sonhamos! 

 

 
 
Na margem direita do Lisandro, um monumento aos trabalhos dos homens
  
 

 

Este tritão, observa-nos e sorri da minha teimosia, em fotografá-lo, lá em baixo, com os pingos da água a socorrê-lo para que nós não fiquemos mais fascinados por ele. Na janela de cima vive o tritão, como uma moura encantada, solitária

 

Desta vez, tudo aconteceu porque o Alex queria vinho de Mafra, ... queria o vinho do Checa e nós lá fomos no encalço do grande Convento, dos trilhos por onde caminhou D. João V, nos espaços por onde vai caminhando o Checa, a Teresa (a "rainha mãe") e os seus príncipes, não esquecendo a beleza de Mafra e dos seus subúrbios.

Sim, porque se já tenho falado de Mafra, do seu Convento e dos seus jardins, desta vez darei um cheirinho sobre os subúrbios de Mafra, especialmente, das belezas que envolvem Mafra, como o rio Lisandro e seus afluentes.

 

Eu estava habituado, desde há muitos anos, a passar sobre as pontes do rio Lisandro, a ver nichos das suas hortas instaladas nas suas margens. Mas apenas via!

 

 
 
As perdizes que decidiram imitar o Ventor, nas suas caminhadas
 
 

 

A minha linda rola que eu tinha confundido com um gaio, devido à beleza do leque do seu rabo aberto e porque, ela, não é uma rola turca, mas sim, uma das minhas belezas de há muitoas anos, por Adrão e depois por Moçambique, especialmente, Vila Cabral - a rola comum, a nossa rola brava!

 

Desta vez, o Sérgio, o filho mais velho do meu amigo Checa, quis surpreender-me e desafiou-me para ir até ao rio. Eu pensei que íamos de carro até um local determinado onde espreitaríamos o rio. Mas não! Fomos de jipe! Descemos a ladeira até ao rio, largamos o jipe e demos uma pequena caminhada que deu para, apressadamente, observar in loco, a pé e de jipe, as belezas de um troço do Lisandro. São veigas ricas, cujas culturas crescem a conversar com o rio. Ali podemos assistir ao trabalho da Natureza e do homem a envolverem a caminhada do Lisandro. 

 

Mas, essa pequena caminhada, deu para pisarmos novas pontes. Pontes de esperança! A esperança que as gentes de Mafra e arredores, têm em teimar a continuar de mãos dadas com o Lisandro. E as pontes, como todos sabemos, para além de outras coisas, levam-nos para renovarmos a aragem na outra margem.

Vejam só!

 

 
 
Uma caminhada, sobre uma das pontes do Lisandro

 

 
 
Mais outra ponte sobre o Lisandro

 

Essa pequena caminhada deu para ouvirmos os peixes saltar à superfície da água e, deu também, para os meus olhos subirem e descerem as encostas que se debruçam, mais lenta ou mais abruptamente, sobre o rio Lisandro e as suas hortas cheias de culturas da época.

Mas a tarde começava a esgotar-se e o Alex e a família tinham de regressar a S. João da Madeira com as suas preciosas garrafas. Mas o tritão no local do tanque de lavar a roupa, a beleza da "minha" rola que, inicialmente, confundi com um gaio e depois as perdizes, foram-nos atrasando a caminhada da subida e, quando chegamos, a malta do Norte já tinha sumido com a pressa de apreciar as garrafas no seu novo local - a garrafeira do Alex. 

 

Mas a caminhada foi longa. Foi uma caminhada de sábado e domingo, longa mas curta, porque o tempo é sempre pouco e, no sábado, tivemos o prazer de conhecer mais um duro do Niassa, das "gerações" que nos substituíram e a quem foi incumbido "fechar" a Porta de Armas do AB6.

 

Obrigado amigo pela oferta do DVD com as fotos das terras com que todos continuamos a sonhar, das terras de que todos gostamos e gostamos porque, todos saímos de lá com a consciência tranquila.

Por isso, exibimos sempre o amor que sentimos pelo Niassa, o amor que sentimos por Moçambique, o amor que sentimos pelas suas gentes.

Queiramos ou não, fazemos parte da História. Fizemos História! Todos! Os primeiros a chegar, os que continuaram e os que partiram!

 

 
 
Ovelhas e cabras, que caminham ao lado do Lisandro
  
 
 

 

Andorinhas, nascidas este ano, ao lado do Lisandro

 



O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Boa Páscoa de 2010. São 42!

 Quico e Ventor 04.01.2010

Mais um Domingo de Páscoa.

São 42 anos depois das minhas 3 amêndoas, na Marrupa de 1968. Só faltam uns dias, mas Páscoa é Páscoa e Domingo de Páscoa é Domingo de Páscoa.

Três amêndoas inesquecíveis, sob a luz radiante do meu amigo Apolo. Ele bem me disse: «trinca Ventor, que as vais recordar sempre»! E foi verdade. 

Também hoje, Domingo de Páscoa de 2010, o meu amigo Apolo me proporciona um dia semelhante, cheio de azul, para comer mais três amêndoas.

 

Enquanto tiver memória, recordarei sempre aquelas três amêndoas, a sopinha do Aleixo, que o Senhor da Esfera lá tem esperando por nós, o sorriso sempre puro do Louco da Malásia, a postura do Napoleão, a observação de um olhar inigmático do Checa, a observação atenta do "Abdula", os sorrrisos gloriosos da nossa juventude, ... de todos nós.

 

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Era uma vez, ... em Marrupa
 
 
 
 
As nossas amêndoas para 2010 - são virtuais, mas são amêndoas
 

 

Estas são as minhas três amêndoas - são as que eu vou comer, neste Domingo de Páscoa de 2010

 

Que mais umas quantas Páscoas nos permitam recordar esse belo Domingo de Páscoa e esse belo dia, em Marrupa de 1968. Não tínhamos a Cruz, não tínhamos padre, não tínhamos as nossas famílias, mas tínhamos o júbilo da juventude, a companhia do Senhor da Esfera e a luz luminosa do nosso amigo Apolo, que nos espreitava na sombra, sob o alpendre.

 

Boa Páscoa de 2010, para todos os meus Companheiros de Guerra de outros tempos, para os meus Amigos de Sempre e para todos que passem por aqui.



O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Caminhando por Mafra nos anos da Teresa

 Quico e Ventor 09.11.09

Uma caminhada por Mafra  click no hiperlink à esquerda e verá um Slideshow de Mafra e arredores. Abrindo o hiperlink, pode clicar em full screen, no slideshow, para ver as fotos em écran inteiro 

Em 31 de Outubro de 2009, voltamos a Mafra!

Caminhamos por Mafra, entre flores lindas, sobretudo, rosas, frente ao grande Convento que D. João V, nos legou como memorial - o Convento de Mafra.

O D. João V estava lá com um molho de flores no seu braço direito, provàvelmente te-las-à entregue à Teresa, pois era seu aniversário.

D. João V, disse-me que as flores eram para a Teresa

Mas outras flores me chamaram a atenção. As flores de macieira! Tal como no seu tempo natural elas saltaram de entre os frutos a dizerem-nos que, este ano, a primavera da sua vida, foi bem alargada.

Uma rosa de Mafra, para a nossa amiga Terersa

Quero dizer-vos aqui, que o dia de anos da Teresa, este ano, foi de uma grande trabalheira. Ela passou o dia todo por entre os tachos, mas sempre sorrindo. E, no fim, mesmo cheia de cansaço, ainda nos retribuíu com um grande sorriso e abraços.

Mas, deu também para fazer uma visita ao Forte do Zambujal, nos arredores de Mafra. Por ali, os homens de outros tempos, cerca de 250, bateram o pé aos exércitos de Napoleão e alguns dos seus  Marechais. Ainda um dia falarei aqui dessas andanças. Ao ver os montículos de terra das formigas que por ali sobrvivem, lembrei-me que, tal como elas, eles enterraram-se no seu montículo, por si construído e terão pensado que dali, só mortos ou, então, de vitória desfraldada!

O Checa teve um rasgo de recordação ao lembrar-se que os seus antepassados, nossos, pois claro, ali se bateram contra o mais poderoso exército da Europa - as tropas de Bonaparte!

Forte do Zambujal, nos arredores de Mafra

Observando aquela obra de tempos passados, séc. XIX, serviu-nos para concluirmos que um país só sobrevive pela tenacidade das suas gentes. Hoje, podemos concluir que a fortificação do Zambujal, faz parte das nossas belezas desenterradas.

Obrigado Teresa e Checa, pela vossa simpatia e amizade que espero nunca morra. E que  em muitos dos vossos anos futuros, continuem a vossa caminhada cheios de saúde e com muitas alegrias.


O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Adeus Amigos

 Quico e Ventor 24.09.09

O vosso amigo Quico foi levado pelo Senhor da Esfera.vos as suas histórias e que nunca esqueça os seus amigos de sempre.


O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Músicas de África

 Quico e Ventor  18.09.09

Músicas africanas



O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

quarta-feira, 25 de março de 2009

Um dia depois

 Quico e Ventor 25.03.09

... mais flores, e não só, nos caminhos do Ventor!

O Ventor tem o Blog "Flores da Vida". Ele uma vez quis que fosse eu a tratar das Flores da Vida mas, se fosse assim, eu teria de tomar conta daqueles blogs todos e dos fotoblogs e, por isso, ficaram por conta dele. Mas depois de eu ouvir a minha dona sobre este fim de semana deles, hoje também vos vou falar aqui de flores.

Desde 6ª feira, à noite, que o Ventor voltou a conviver com alguns de seus amigos de outros tempos, mas eu sei que os que andam por outras paragens também terão estado presentes. Isto é sempre assim!


Os fofos de Belas

No domingo de manhã, para variar, deram um saltinho a Belas para atacar os Fofos! O Ventor comeu os seus dois fofos porque a minha Dona recordou-lhe que, em Belas, ainda existem os fofos. Os fofos de Belas são uma guloseima saloia. Eu já vi o Ventor criticar o Seabra por levar fofos de Belas para os seus adversários «bolísticos» na televisão. Ele disse que eu ouvi: "aquele não percebe nada de bolos! Levou-lhes os fofos esquecendo os travesseiros e as queijadas de Sintra. Será que os fofos foram mais fáceis de envenenar? Eu cá não os comia"!

 Depois saíram de Belas magicando onde iriam almoçar. Sesimbra? Setúbal? Isto alvitrou a minha Dona. Mas deixaram-se levar até que rumaram a Mafra. O Checa encontrava-se por ali e nada melhor que mais um encontro! Entretanto combinaram encontrar-se em Mafra para o almoço, porque as enguias que o Checa iria devorar, algures, por qualquer razão, refugiaram-se nas calendas dos rios, safando-se assim aquelas "belas flexíveis".

Se calhar valia mais um ensopado de iroses ali para os lados de Marinhais.


A ponte romana de Cheleiros

No caminho para Mafra, o Ventor alvitrou pararem no lugar de Cheleiros para fotografarem a ponte romana.

Era uma pequena caminhada que o Ventor andava para fazer há muito tempo e, desta vez, desceu ao rio, mais o Alex, atravessaram a ponte como romanos e fotografaram tudo em volta sob o olhar ridente do nossso amigo Apolo.

A ponte romana de Cheleiros e a beleza da margem esquerda daquela ribeira onde os patos se banhavam, são belezas a reter. Foi ali, na sua margem esquerda e encosta acima, que, mais uma vez  a Primavera dialogou com o Ventor.


Convento de Mafra

Depois seguiram até Mafra e, pela primeira vez, o Ventor entrou naquela casa grande do Senhor da Esfera ... aquela grande mansão, preparada por D. João V que, talvez, por castigo, foi colocado em frente, sempre a observar a sua obra.

Naquela mansão do Senhor da Esfera, o Ventor fotografou tudo sem utilizar o flash e, assim, foi observando as capelas daquela obra gigante.

Encontraram-se com o Checa, foram almoçar ali perto e, depois, o Checa quis que o Ventor e seus companheiros de caminhada tivessem mais um encontro com a Primavera na quinta do seu amigo Martinho.


Pessegueiro florido

Mal o Ventor saiu do carro, sentiu logo o cheiro agradável da "Sempre Perfumada", como o Ventor lhe chama. Como sempre, a Primavera, linda como é, apareceu, ao Ventor, bem cheirosa.

O Ventor disse-me, a sonhar, como a Primavera lhe apareceu na Quinta do amigo do Checa. Ela caminhava entre as pereiras, as ameixieiras, os pessegueiros, .... mais bela que nunca.


Flores da amendoeira

Caminhava descalça com uns aros feitos de flores de pessegueiro, de flores de pereira, de flores de ameixieira e outras, em cada perna, sobre os tornozelos;

Trazia na cabeça, sobre os cabelos dourados, uma áurea de flores feita com flores de pessegueiro na testa, flores de pereira do lado esquerdo da cabeça e de ameixieira do lado direito. Atrás rematava com flores e folhas de laranjeira;

Tinha sobre cada seio um belo ciclo de flores constituído apenas por malmequeres;

Sobre o umbigo trazia uma bela rosa;

Nos pulsos trazia umas pulseiras apenas constituídas por margaridas;

Da cinta até às coxas, vinha enfeitada com um mini-saiote feito com todas as flores onde predominavam as rosas e uma espécie de cinto que o segurava era feito apenas com flores de amendoeiras, como aquelas que o Alex mandara do Algarve por altura do Carnaval;

A  fivela do cinto era feita de diamantes e o diamante central reflectia a cara bonacheirona do nosso amigo Apolo que nos observava.


Flor do marmeleiro

Foi assim que o Ventor me descreveu o modo como a Primavera se apresentou.

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O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

terça-feira, 24 de março de 2009

No dia da poesia

 Quico e Ventor 24.03.2009

No dia 21 de Março, Dia Mundial da Poesia, no dia seguinte ao equinócio de Março, hora a que a Primavera chegou com bagagem para ficar, o Ventor sentou-se aqui e, de corrida, fez um post para dizer ao Mundo que não se esqueceu dos seus poetas.

De seguida, sempre a correr, enquanto a minha dona pedia ao Senhor da Esfera para que a ajudasse a preparar-se para ir até Massamá buscar os nossos amigos e irem até Sintra e algures, comer um travesseiro e beber um café, escreveu o post . Lá foram mas o Alex não quis o travesseiro e, assim, nem sabe o que perdeu.



Depois dos travesseiros e do café, o Ventor foi ver como estavam as dedaleiras e encontrou estas belezas

Como sempre, o Ventor comeu os seus dois travesseiros e bebeu o seu café. A partir daí ele ficou pronto para a "guerra"! Mas como era o dia da poesia, limitou-se a sonhar que o Lorde poeta, Byron, continuava por ali, tal como ele, a admirar Sintra. Dali, desceram até Colares e, como as batatas nos Supermercados não têm prestado, lembrou-se de ir até ao cruzamento de Almoçageme e trazer dez quilitos de batatas para ver se são melhores.


Depois de apreciarem a paisagem de Sintra à Ericeira, o Alex e a Tina Atacaram a mariscada ...





Mariscada

 ... o Ventor e a minha Dona, atacaram a feijoada de marisco



Aqui, no César, mas não o romano

Dali romaram até à Ericeira com passagem pela Praia das Maçãs e Azenhas do Mar, não se esquecendo dos versos que há nas ruas de Mecanhelas, onde, todos os dias são dias de poesia. Almoçaram na Ericeira, e a César o que é de César, foram até ao César onde deixaram o que era dele, mas trouxeram na sua barriguinha uns marisquitos que lá couberam. Depois andaram por ali a apreciar o mar, regressando a casa e, pelo caminho, foram dar uma vista de olhos por fora, à casa nova da tia da Joana e do João que ficava, algures, no caminho do regresso.



À saída do César o Ventor tenta sempre que estes barros lhe contem uma história. Mas nada!



Por isso, foram de abalada e aproveitaram para irem espreitando o mar ...


 ... e as gaivotas, bailando



Esta gaivota cantou uma poesia para o Ventor

Na casa da Tata observaram os muros ainda inacabados (já estão) e espreitaram a casa, por fora mas, o Ventor, como sempre, foi meter o nariz onde não era chamado. Havia ao lado um quintal de porta aberta com galinhas e um galo, e os dois patos gansos brancos da tia da Joana que estão à guarda da vizinha. O Ventor só não conhecia os gansos brancos. O galo, o guardião do galinheiro, não gostou que o Ventor, armado em paparasi, fotografasse as galinhas e a ele sem pedir autorização. Por isso, começou a penicar o chão e sempre a olhar de soslaio, e disfarçando, foi-se aproximando do Ventor. De repente, o Ventor que não gosta nada de guerras estava enrolado em mais uma! 



 Pelo caminho, espreitaram Mafra lá longe ...



... e também observaram algumas ruínas por S. Miguel de Odrinha, caminhando nas suas ruas

O galo, utilizando só uma letra, o "ó", ó, ó, ó, ó, ... decidiu que não iria permitir tal afronta! Fotografar e nem pedir autorização! Mas o Ventor que dorme pouco, percebeu logo que tinha pela frente Marduk, em forma de galo! Assim, o Ventor, enquanto os outros, lá por trás, observavam a casa nova, teve de travar três combates com o galo!

Nos dois últimos combates, o Ventor ou teria de matar o Marduk, que lhe apareceu em forma de galo, ou tinha de se meter no carro que, no primeiro recuo deixara com a porta aberta. Este gajo, que até lhe apetecia meter o galo na panela, desistiu porque o Marduk de fricassé nunca será para ele. E, além disso, Senhor da Esfera sabe que, nem o Marduk pode matar o Ventor, nem o Ventor pode matar o Marduk!

Como o combate era a sério, o Ventor com a máquina na mão, chegou a ter o sapato junto da cabeça daquele galo furioso, mas desistiu do impacto, porque ele estava no seu direito de defender a sua capoeira com as galinhas e os gansos seus inquilinos.     



 Junto à casa da Tata, no quintal da vizinha, lá estavam os gansos brancos



E o Marduk em forma de galo, pronto para declarar guerra ao Ventor. Aqui ele está a iniciar uma investida - a primeira de três



Como o Ventor desiste da contenda, ele fica para trás com a natural característica de galo - cantando!

O Ventor só pensava como o galo poderia vir a ser um grande pitéu mas estava decidido que não seria assim. Ele continua a ser o guardião daquelas belas galinhas e o Ventor, a minha dona e os amigos, que não assistiram ao fragor da batalha, regressaram a casa, mas mais uma vez, o Ventor caminhou pelas ruas de S. Miguel de Odrinhas. Se calhar, chegou ao galo pacificado pela beleza dos muros empedrados de Odrinhas!


Lugar do Sol

A casa da tia da Joana, Tata, com obra quase acabada, onde esperamos que seja muito feliz. Será aqui o seu mundo de sonhos. Deixamos-lhe aqui um beijinho do Ventor, da minha Dona e meu (do Quico).

Moçambique

AB6 - Nova Freixo Vexiloide de Alexandre Magno O meu amigo de Marrupa Na rota do meu amigo Apolo...